Pagamento internacional para a China em USD, CNY ou CNH? Entenda qual moeda faz mais sentido
- há 12 horas
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Nas importações da China, ainda é muito comum receber invoices denominadas em dólares americanos (USD). Esse continua sendo o padrão em grande parte das operações que acompanhamos.
Ao mesmo tempo, temos percebido no dia a dia um aumento de fornecedores chineses oferecendo ou solicitando pagamentos diretamente em RMB, a moeda local.
Esse movimento já chegou às empresas brasileiras. Aqui no Blog da Royal Partner, já comentamos o caso da Chilli Beans, que anunciou que passaria a pagar parte de seus fornecedores chineses diretamente em renminbi.
Para o importador, isso abre uma possibilidade interessante. Em vez de aceitar automaticamente a moeda da invoice, vale criar o hábito de perguntar ao fornecedor
“Qual é o preço em USD e qual seria o preço se eu pagasse em RMB?”
Uma pergunta simples pode revelar uma condição comercial diferente.

RMB, yuan, CNY e CNH. Qual é a diferença?
Os nomes podem confundir no início, mas a lógica é simples. Renminbi (RMB) é o nome oficial da moeda da China.
Yuan é a unidade usada para contar e expressar valores em renminbi. Quando um fornecedor informa que determinado produto custa 100 yuan, está falando de 100 unidades da moeda chinesa, o renminbi.
Uma forma simples de guardar é
RMB é o nome da moeda. Yuan é a unidade usada para expressar o preço.
Já CNY e CNH estão relacionados ao mercado em que esse renminbi é negociado. CNY é a referência do renminbi negociado na China continental, também chamada de Mainland China, no mercado onshore.
CNH é a denominação utilizada pelo mercado para o renminbi negociado fora da Mainland China, no mercado offshore, tendo Hong Kong como seu principal centro.
Em resumo
RMB = nome da moeda chinesa
Yuan = unidade dessa moeda
CNY = RMB no mercado onshore
CNH = RMB no mercado offshore
Na prática, estamos falando da mesma moeda em ambientes diferentes, e CNY e CNH podem apresentar pequenas diferenças de cotação.
É melhor pagar em USD ou RMB?
A resposta que damos no dia a dia é simples.
Depende da operação.
O dólar possui enorme liquidez e continua amplamente utilizado no comércio internacional. Em muitas situações, pagar em USD continuará sendo competitivo e operacionalmente eficiente.
Por outro lado, o fornecedor chinês normalmente possui boa parte dos seus custos em RMB.
Quando vende em dólares, precisa administrar sua exposição cambial, e esse risco pode estar considerado na formação do preço.
Ao receber diretamente em moeda local, é possível que tenha mais espaço para negociar ou conceder desconto na mercadoria.
Não é uma regra. Mas é uma possibilidade que vale ser explorada.
O melhor cenário é comparar
Imagine uma mercadoria oferecida por USD 100.000.
Antes de aceitar a invoice, pergunte quanto custaria a mesma mercadoria para pagamento em RMB.
Com os dois preços em mãos, compare quanto efetivamente custará, em reais, entregar cada moeda ao fornecedor.
E faça uma segunda comparação igualmente importante.
Busque múltiplas cotações para a mesma operação.
Não adianta conseguir uma condição melhor com o fornecedor em RMB e perder essa vantagem em uma estrutura cambial pouco competitiva.
O que importa é o conjunto: preço da mercadoria + moeda escolhida + câmbio + custos da operação.
E onde entra o CNH?
O fornecedor chinês também pode possuir uma estrutura bancária offshore, por exemplo em Hong Kong, e indicar uma conta fora da Mainland China para receber RMB.
Nesse contexto, estamos falando do mercado offshore de RMB, conhecido como CNH.
Por isso, não basta observar apenas a moeda indicada na invoice. É importante entender onde está a conta do beneficiário e como o pagamento será liquidado.
Para o importador, a pergunta prática continua sendo a mesma
quanto custa, em reais, entregar o valor solicitado na conta daquele fornecedor?
Um mercado cada vez mais multimoeda
Essa discussão não se limita à China.
No dia a dia, vemos novas moedas, rotas e estruturas de pagamento sendo utilizadas no comércio internacional. Isso amplia as possibilidades tanto para importadores quanto para exportadores.
“Mais do que escolher entre dólar ou renminbi, considero fundamental que o importador ou exportador tenha um parceiro cambial capaz de colocar as alternativas na mesa e compará-las de maneira objetiva. Se uma operação pode ser realizada em USD, RMB ou outra moeda, precisamos conseguir cotar essas possibilidades e mostrar quanto cada uma efetivamente representa em reais. É essa comparação que permite tomar uma decisão melhor.” - Luís Marques, fundador da Royal Partner Câmbio
Isso não significa abandonar o dólar.
Significa não tratar a moeda como uma escolha automática.
Para quem importa ou exporta, vale criar o hábito de perguntar:
• Existe possibilidade de negociar em moeda local?
• O preço muda se alterarmos a moeda de pagamento ou recebimento?
• Quanto cada alternativa efetivamente representa em reais?
• Tenho múltiplas cotações para comparar?
Em uma operação, USD pode ser a melhor alternativa. Em outra, RMB pode trazer uma condição mais interessante.
A moeda também faz parte da negociação comercial.






























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